Fenômenos

O mistério dos caixões da FEMA e CDC

Durante anos, a internet tem girado com rumores sobre um grande número de recipientes de plástico preto armazenados ao longo de um trecho de uma rodovia interestadual perto de Atlanta (EUA).

Os teóricos da conspiração apelidaram os recipientes pretos de caixões, e hipotetizaram que estavam sendo armazenados para um evento previsto que causaria a morte de milhões de norte-americanos.


Esta conspiração ganhou repercussão quando as pessoas começaram a considerar a proximidade dos caixões com o aeroporto mais movimentado do mundo, bem como os Centros de Controle de Doenças (CDC).

Então, para que servem esses contêineres?

Os recipientes são caixões?

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Esses contentores pretos foram avistados cidadãos que viviam na área em 2008.

A especulação ganhou força devido à sua proximidade com Atlanta, Geórgia (próximo ao ao Centro de Controle de Doenças e um grande aeroporto internacional) e seriam caixões em um padrão de espera, à espera de serem distribuídos em todo o país devido a um evento previsto de alta causalidade nos Estados Unidos.

As primeiras estimativas feitas a partir de fotos do local declararam que haveria meio milhão de “caixões” ao longo da rodovia interestadual.

jazigos-selados

Relatórios mostraram que o terreno era alugado pela Vantage Products em Covington, Geórgia. As imagens destes recipientes podem ser encontradas no site da Vantage como um jazigo de ar selado – um recipiente hermético de polipropileno de tamanho considerável.

Estes jazigos são produzidos em duas partes (assim podem ser empilhados) e cabem em torno de um caixão para impedir o dano da água e dos micróbios.

Dado que esses recipientes são uma cobertura após o enterro, não é nenhuma surpresa que eles seriam armazenados fora – eles poderiam ser facilmente lavados quando necessário, e seu destino final será ficar embaixo da terra.

Sim, o governo comprou jazigos

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Uma pesquisa dos gastos do governo federal dos EUA mostra que uma empresa com o nome de PolyGuard Vaults tem um contrato de uma década com o governo federal para fornecer suprimentos de enterro.

Começando no ano fiscal de 2000 e terminando em 2009, o Departamento de Assuntos de Veteranos gastou mais de US$ 1,7 milhões em jazigos de plástico através de contratos com a empresa PolyGuard, da Rocky Mountain Products.

No entanto, o Governo Federal dos EUA através do Departamento de Assuntos de Veteranos também comprou US$ 5,5 milhões em memoriais durante este período de tempo.

Olhando para estes contratos, especialmente a compra de memoriais, mostra que esses cofres foram destinados para uso pelo Departamento de Assuntos de Veteranos em serviços funerários para soldados ativos ou aposentados.

Enquanto os jazigos selados não são exigidos por todos os estados (por exemplo, New York não as requer), elas são recomendadas em muitos estados para impedir que a água penetre no caixão, apodrecendo-o e fazendo com que a terra acima dele caia.

Assim, desta forma, parece que o dinheiro gasto nesses cofres só foi para fornecer aos soldados um enterro adequado.

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Então, o que acontece com as conexões FEMA e CDC?

Conspirações tipicamente giram em torno da Geórgia (há algumas teorias de conspiração em Indiana e Missouri também, no entanto).

Vantage, dono dos cofres enterrados no site da Geórgia, não tem contratos governamentais. Confusão parece surgir de uma falta de separação entre PolyGuard e Vantage, com a maioria acreditando que eles sejam a mesma empresa.

Em outras palavras, o governo não possui jazigos perto do aeroporto de Atlanta. E não há conexão entre agências governamentais como a FEMA e os cofres.

Se esses contêineres fossem para um acidente em massa, por que o governo enterraria os mortos desta forma?

Os recipientes são bastante grandes – o que dá credibilidade ao ponto de vista do enterro – os teóricos da conspiração dizem que são para eliminar de forma eficiente vários corpos.

No entanto, por que um governo empilharia contêineres ao lado da auto-estrada para que eles pudessem “enterrar” corpos secretamente?

Especialmente no caso de doenças infecciosas, seria muito mais fácil queimar os corpos ou realizar enterros em massa.

Se meio milhão de pessoas morressem rapidamente e os corpos (infecciosos ou não infecciosos) precisassem ser destruídos, dificilmente o governo iria conduzir enterros apropriados.

Sobre o autor

Renê Fraga

é bacharel em administração de empresas e fundador da FragaNet Networks - empresa especializada em comunicação digital e mídias sociais. Em seu portfólio estão projetos como: Google Discovery, TechCult, AutoBlog e Arquivo UFO. Também foi colunista de tecnologia no TechTudo, da Globo.com.

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