Mistério do esqueleto alienígena do Atacama está resolvido

Em 2003, Ata foi encontrada em uma cidade mineradora deserta chamada La Noria, na região do Atacama, no Chile.

Foi pensado para ser antigo, mas a análise inicial realizada em 2012 provou que o esqueleto tinha apenas cerca de 40 anos de idade. Isso significa que o DNA ainda estaria intacto e poderia ser recuperado para estudo.


O espécime Ata carregava algumas condições estranhas – estatura de 6 centímetros, costelas em seu abdome, crânio alongado e idade óssea acelerada – levando à especulação de que este era um primata não-humano preservado, feto humano portador de mutações genéticas ou mesmo extraterrestre.

As estimativas iniciais da idade dos ossos foram consistentes com uma criança de 6 a 8 anos no momento da morte. Para determinar os possíveis fatores genéticos da morfologia observada, o DNA do espécime foi submetido ao sequenciamento do genoma completo.

No início, 8% do DNA não combinavam com o DNA humano. Pesquisadores determinaram que isso ocorreu devido a uma amostra degradada. Uma análise melhorada correspondeu a 98%.

A análise detalhada do genoma mostrou que Ata é uma fêmea de origem humana, provavelmente de ascendência chilena, e seu genoma abriga mutações em genes previamente relacionados com doenças de pequena estatura, anomalias de costelas, malformações cranianas, fusão articular prematura e osteocondrodisplasia (também conhecida como displasia esquelética).

Juntos, esses achados fornecem uma caracterização molecular do fenótipo peculiar de Ata, que provavelmente resulta de múltiplas mutações genéticas putativas conhecidas e novas que afetam o desenvolvimento e a ossificação óssea.

Embora a teoria alienígena do Ata tenha sido finalmente esclarecida, os autores do estudo acreditam que poderão ajudar a diagnosticar casos baseados em mutações genéticas em pacientes vivos.

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