Operação Prato investigou fenômenos luminosos

A operação desenvolvida pela Força Aérea Brasileira (FAB) para investigar secretamente Objetos Voadores Não Identificados.

Durante os anos de 77 e 78, os paraenses estavam desesperados, exigindo uma solução do prefeito, pois haviam luzes no céu que lançavam raios, machucando as pessoas. Como nem o prefeito e nem o governador sabiam o que fazer, chamaram o Exército. Foi então montada a Operação Prato. Um grupo de militares disfarçados, entrevistou vários moradores da região e fotografou Ovnis, no céu. Quem faz o relato é o próprio protagonista desta operação Coronel Uchôa.


Sob o comando do Capitão Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima, que deu o nome à missão e formada por mais de duas dezenas de militares, a equipe investigou a área que fica no litoral próximo ao município de Vigia, munidos de câmeras fotográficas e filmadoras de 8 e de 16 mm. Seu principal objetivo era observar e registrar, de todas as formas possíveis, as estranhas e inexplicáveis manifestações relatadas pelos habitantes.

O fenômeno era conhecido como chupa-chupa e a história estava criando certa histeria entre os moradores, que buscando uma explicação religiosa atribuía os ataques ao “diabo, que estaria na Terra para atacar os cristãos”. Enquanto esteve na cidade, a equipe de Hollanda Lima conseguiu restabelecer a ordem e evitar o pânico, que levava muitos cidadãos a se organizarem para fazer vigílias e usar fogos de artifício na tentativa de afugentar as misteriosas luzes. A operação durou pouco mais de quatro meses e nos dois primeiros, a equipe do Capitão Hollanda Lima não registrou ocorrências, porém o cenário iria se modificar radicalmente segundo o militar.

Esta missão, intitulada Operação Prato, gerou aproximadamente 1000 páginas de documentação oficial, mais de 500 fotografias de discos voadores, desenhos, mapas, cópias de reportagens de jornais da época, e várias horas de filmes 8mm com filmagens de estranhos objetos.

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